art-as-investmentA galeria de arte Errol Flynn (Belo Horizonte/MG) promove habitualmente leilões com procura elevada, o que se explica em parte pelo caráter de investimento que tem a compra de arte. Muitos dos compradores são motivados não apelas pelo gosto pela arte e pelo colecionismo, mas também por saber que estão investindo em um valor, com boas possibilidades de sair valorizado no futuro, até mesmo para as gerações seguintes.

Vivemos tempos de grande incerteza econômica e até política, tanto ao nível da economia brasileira como ao nível internacional. A última década trouxe grandes convulsões e perguntas, quer aos poderes tradicionais, quer aos novos poderes que surgem por todo o mundo, e que nem sempre pareceram preparados para os desafios que a globalização trouxe e que pareciam estar a vencer. Se adivinham grandes transformações nas próximas duas décadas, com a automação e os “robots” se preparando para tomar conta de grande parte dos empregos, e as consequências políticas de tudo isso são imprevisíveis.

Com tudo isso, o investimento em arte toma um caráter conservador e de menor risco.

Qual o investimento em arte mais arriscado?

Procurar artistas novos ou desconhecidos e comprar suas obras será uma forma mais arriscada de investir em arte, entretanto será também mais econômica, pelo menos em uma fase inicial. O artista que ainda não conseguiu reconhecimento junto do público especializado, ou mesmo do público mais alargado, irá praticar preços mais baixos, facilitando ao investidor a compra. Caso a sua obra venha a conseguir o sucesso que o investidor possa prever ou esperar, seguramente que o lucro numa venda será bem superior no futuro. Aí tudo estará por conta do instinto e do conhecimento de quem vai investir.

Como obter mais e melhor informação?

A melhor opção é mesmo estar no terreno e falar com os “players”: visitar pregões de arte, falar com os artistas ou colecionadores, entender perspetivas e opiniões variadas. Para quem gostar de arte e se sentir apaixonado pelo tema, é algo que pode começar como um “hobby” e vir a se transformar em uma boa opção de investimento.