museu-de-arte-da-pampulhaSabia que o Museu de Arte da Pampulha já foi um cassino? Juntamente com a galeria de arte Errol Flynn, sem dúvida que o Museu de Arte é outra das grandes referências da cultura e da arte em Belo Horizonte, o que certamente se compreende por seu caráter de instituição pública. O MAP, como também é chamado (acrônimo de seu nome), foi inaugurado em 1956 em um edifício que faz parte do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, desenvolvido pelo arquiteto Oscar Niemeyer na década de 40.

O cassino foi administrado por Joaquim Rolla, que administrava também os cassinos da Urca e de Petrópolis (Rio de Janeiro), e atraiu à cidade grandes espetáculos internacionais. Contudo, em 1946 os cassinos foram proibidos por lei em todo o Brasil, o que levou ao encerramento do espaço, que veio depois a ser aproveitado para instalar um grande museu. O MAP conta atualmente com um acervo de mais de 1600 peças.

Serão os cassinos liberados num futuro próximo?

A mudança dos tempos e a chegada da internet têm produzido grandes debates no Brasil sobre a proibição dos cassinos, que está parecendo cada vez mais anacrônica. Já não é só o passeio até Puerto Iguazu, na Argentina e em frente à fronteira brasileira, permitindo aos brasileiros contornar a proibição; nem mesmo os barcos-cassino que apanham os jogadores na costa e se deslocam até águas internacionais. Agora, a internet trouxe cassinos online até aos computadores, como jogos-de-roleta.com.br, e ultimamente até mesmo aos smartphones. Já é possível baixar aplicativos de jogo online e tentar a sorte na roleta, durante uma pausa.

Em 2016, surgiram notícias segundo as quais a nova administração brasileira, liderada por Michel Temer, estaria ponderando a liberação dos cassinos, cancelando a lei que surgiu em 1946. Seria uma boa notícia para os jogadores, mas é bem improvável que o Cassino de Belo Horizonte volte a se instalar no lugar que é agora do excelente Museu de Arte da Pampulha.

A importância cultural do Conjunto Arquitetônico da Pampulha foi reconhecida pela UNESCO, que em 2016 classificou todo o conjunto como Patrimônio da Humanidade.